Mundo
Guerra na Ucrânia
Moscovo afirma que Washington está a afastar-se do seu papel de "mediador imparcial"
Moscovo acredita que os Estados Unidos se afastaram do seu papel de "mediador imparcial" nas negociações destinadas a pôr fim a mais de quatro anos de conflito na Ucrânia, afirmou esta terça-feira o ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergey Lavrov.
"Quanto aos Estados Unidos, a julgar pelas suas ações, parece que estão a abandonar qualquer pretensão ao papel de mediador imparcial e, em vez disso, a procurar intensificar a pressão das sanções contra a Rússia", disse Lavrov aos diplomatas estrangeiros em Moscovo.
O chefe da diplomacia russa avançou ainda que Moscovo está pronto para retomar as negociações com Kiev, a partir do ponto onde foram interrompidas.
"Estamos prontos para falar com Kiev, como sempre estivemos", acrescentou Lavrov, referindo-se às negociações que tiveram lugar em Istambul pouco depois do início da guerra em 2022 e foram retomadas em 2025.
No entanto, não assinalou qualquer alteração na exigência de Moscovo, rejeitada por Kiev, de que a Ucrânia entregue a parte restante da região do Donbas que defendeu com sucesso das forças russas.
O ministro russo afirmou ainda que, ao prestar apoio militar a Kiev, "a Europa está a tornar-se, mais uma vez, a principal ameaça à paz e à segurança globais".Negociações paradas desde fevereiroDesde o regresso de Donald Trump ao poder, em 2025, que os Estados Unidos se têm posicionado como mediadores nas negociações entre Kiev e Moscovo.
Estas negociações, que até ao momento não produziram qualquer progresso concreto, estão paralisadas desde o início da guerra no Médio Oriente, no final de fevereiro.
Geralmente relutante em apoiar Kiev, o presidente norte-americano declarou na semana passada, na cimeira do G7 em França, que a Rússia "devia chegar a um acordo" e que Washington poderia reimpor sanções que tinham sido levantadas.
A postura de Donald Trump nesta cimeira do G7 foi interpretada como uma mudança inesperada a favor da Ucrânia.
Durante a cimeira, o presidente dos EUA reuniu-se com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e assinou um documento que promete uma posição firme contra Moscovo.
No final de maio, após uma grande ofensiva russa contra Kiev, o secretário de Estado Marco Rubio indicou que os Estados Unidos se mantinham prontos para atuar como mediadores neste conflito, o mais sangrento na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
O chefe da diplomacia russa avançou ainda que Moscovo está pronto para retomar as negociações com Kiev, a partir do ponto onde foram interrompidas.
"Estamos prontos para falar com Kiev, como sempre estivemos", acrescentou Lavrov, referindo-se às negociações que tiveram lugar em Istambul pouco depois do início da guerra em 2022 e foram retomadas em 2025.
No entanto, não assinalou qualquer alteração na exigência de Moscovo, rejeitada por Kiev, de que a Ucrânia entregue a parte restante da região do Donbas que defendeu com sucesso das forças russas.
O ministro russo afirmou ainda que, ao prestar apoio militar a Kiev, "a Europa está a tornar-se, mais uma vez, a principal ameaça à paz e à segurança globais".Negociações paradas desde fevereiroDesde o regresso de Donald Trump ao poder, em 2025, que os Estados Unidos se têm posicionado como mediadores nas negociações entre Kiev e Moscovo.
Estas negociações, que até ao momento não produziram qualquer progresso concreto, estão paralisadas desde o início da guerra no Médio Oriente, no final de fevereiro.
Geralmente relutante em apoiar Kiev, o presidente norte-americano declarou na semana passada, na cimeira do G7 em França, que a Rússia "devia chegar a um acordo" e que Washington poderia reimpor sanções que tinham sido levantadas.
A postura de Donald Trump nesta cimeira do G7 foi interpretada como uma mudança inesperada a favor da Ucrânia.
Durante a cimeira, o presidente dos EUA reuniu-se com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e assinou um documento que promete uma posição firme contra Moscovo.
No final de maio, após uma grande ofensiva russa contra Kiev, o secretário de Estado Marco Rubio indicou que os Estados Unidos se mantinham prontos para atuar como mediadores neste conflito, o mais sangrento na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.